GUERRA DO PARAGUAI -
1868 A ESTRADA DO CHACO
Após a queda de Humaitá, o comando Aliado, prosseguiu pela
margem esquerda do rio Paraguai até encontrar o inimigo fortificado na margem
direita do Piquiciri. Foram realizados vários reconhecimentos em força, para
tentar prosseguir na direção da capital do país. O terreno era muito pantanoso,
entrecortado por várias lagoas, e foi constatada a impossibilidade de tentar
ataques frontais.
O Marquês de Caxias decidiu, então, desbordar a forte linha
defensiva, através de uma estrada pelo Chaco, na margem direita do rio
Paraguai. Para isto desiguinou um Corpo de Exército para atravessar o rio e
construir a estrada, reforçado por toda a Engenharia disponível.
A estrada foi construída em 23 dias, entre 04 e 27 de Outubro
de 1868. Inicialmente, foram abertos 8600 metros de picadas, assoalhada por Estivas com 18000 troncos de palmeiras que foram abatidas.
Houve necessidade de construir quatro pontes (duas de 40 metros e duas de 20
metros). A estrada teve uma extensão de 10.714 metros.
Para tal serviço foram empregadas várias organizações
militares do Corpo de Exército e 1407 elementos do Batalhão de Engenharia, 327
do Corpo de Pontoneiros, reforçados por uma companhia de Sapadores e uma
companhia de Faxineiros.
Tal estrada possibilitou a passagem do Exército, que
desbordou Piquiciri e novamente atravessou o Rio Paraguai, dando início à
Dezembrada, com as batalhas de Itororó, Avaí e Lomas Valentinas com a
destruição quase completa do Exército de Lopez e conquista da capital em Janeiro do ano seguinte Assunção. Caxias
retornou ao Rio e Don Pedro II nomeou seu genro Conde D’Eu para o comando dos
aliados até o fim da Guerra em 1° de Março do ano seguinte
Fonte de consulta: trabalhos do Cel. R1 Claudio Moreira Bento
F.V.Souto Cel
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