sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Antecedentes da Guerra



ANTECEDENTES DA GUERRA


Após a conquista da Península Ibérica por Napoleão, o rei da Espanha foi destituído do Poder em Madri. Em seu lugar Napoleão Colocou no Trono seu Próprio Irmão.
            Com a ausência do Rei, o império Espanhol começou a Ruir. A América Espanhola entrou em diferentes conflitos todos visando a Independência de Cada Região.
            Nesta ocasião o Paraguai, então uma Província do Vice Reinado do Prata Tornou- se independente por decisão do congresso ( CABILDO), sobre a chefia do Dr. Jorge Rodrigues de Frância que Governou por 29 anos até 1840. A partir daí o novo titular foi Carlos Antônio Lopes.
            Neste período governava Buenos Aires Juan Manoel Rosas (1829-1852), que queria restabelecer, juntamente com as províncias do Uruguai e Paraguai, o antigo Vice Reinado. Tudo fez para hostilizar o Paraguai inclusive restringindo a navegação fluvial no rio Paraná e conseqüentemente acesso ao Oceano Atlântico.
            Como conseqüência o governo de Carlos Lopes, iniciou preparativos para se defender dos vizinhos Argentina e Brasil, Contratou na Europa um numero elevado de técnicos e engenheiros que desenvolveram o país construindo Telegrafo, Estrada de Ferro, Fundição do Ibicuí, Estaleiros Navais em Assunção, Fabrica de Pólvora e Munição em Itacurubi etc.
            No final de seu Governo, seu filho como Ministro da Guerra visitou na Europa a Prússia, Bélgica, França e Inglaterra, onde foram reforçados os Técnicos e comprado armamento, munição e navios.
            O governo controlava todo o Comércio Exterior.
            Eram evitados a entrada de produtos estrangeiros por meio impostos elevados.
            Francisco Solano Lopes, filho de Carlos Antônio Lopes, substituiu o pai em 1862 e deu prosseguimento á política de seus antecessores contratando técnicos para a Indústria Têxteis, Papel, Tinta, Construção naval, Médicos e Farmacêuticos (Total + de 200).
            A fundição do Ibicuí instalada em 1850 fabricava canhões, morteiros, foguetes a Congrève e balas de todos os calibres.
            Face a este progresso, aumentou muito a necessidade estratégica de conseguir uma saída para o Mar, projeto chamado “ Paraguai Maior” com a inclusão futura de uma faixa do Território Brasileiro ou Uruguaio que liga-se ao litoral.
            Para sustentar suas intenções expansionistas, Lopez começou a preparar-se diplomática e militarmente. Incentivou a indústria de guerra e mobilizou grande quantidade de homens para o Exército reforçando as fortalezas sobre o rio Paraguai.
            No inicio da década de 60 era o País Sul Americano com maior Exército.

POLITICA PLATINA

            Com a independência do Brasil e Argentina no primeiro quarto do Século dezenove, continuou a hostilidade secular sempre existente entre Portugal e Espanha Temendo o excessivo fortalecimento Argentino, o Brasil favorecia o equilíbrio de poderes da Região, ajudando o Uruguai e Paraguai a conservarem a Soberania.
            O Brasil sob o domínio da família real (
D João VI), foi o primeiro país a reconhecer a Independência do Paraguai em 1811 na época em que a Argentina era governada por Juan Manuel Rosas ( 1829-1852 ), que era inimigo comum do Brasil e Paraguai.
            O Brasil contribui para o melhoramento das fortalezas e do Exército Paraguaio enviando para Assunção do Paraguai oficiais, Técnicos e Armamentos principalmente para Humaitá onde estiveram entre outros Vilagran Cabrita e Porto Carreiro.
            Como não havia estradas e ocorriam constantes enchentes no Pantanal, as ligações com Mato Grosso, obrigatoriamente eram feitos por navios através dos rios Paraná e Paraguai.
            Como o Uruguai foi uma Província brasileira no tempo de D.João VI e primeiros anos da independência e face ao alto valor dos campos do país, houve uma natural imigração de riograndenses para exploração da pecuária. Isto mais tarde foi à causa de atritos do Uruguai independente com os brasileiros.
            Tais atritos foram causa de varias intervenções militares culminando como motivo para Solano Lopes declarar guerra ao Brasil e apreender o nosso navio Marques de Olinda (11 Novembro de 1864), que ia para o Mato Grosso conduzindo o recém nomeado presidente da província.
            Como conseqüência da declaração de guerra em 24 de Dezembro de 1864, Lopes efetuou a invasão de Mato Grosso com 2 colunas.Uma sobre o comando do Gen.Vicente Barrios com 4000 homens abordo de 10 navios da esquadra subiu o rio Paraguai e atacou o forte de Coimbra a comando do TC Hermenegildo Porto Carrero que resistiu por 3 dias infringindo cerca de 200 baixas ao inimigo.
            Por falta de munição os 250 militares e familiares abandonaram o forte abordo de uma corveta (Amambaí) e se refugiaram em Corumbá que no ano seguinte foi conquistada.
            A 2° coluna comandada pelo General Francisco Resquim, com cerca de 3500 homens (com predomínio de cavalaria), invadiu por terra o Mato Grosso atacando, Dourados, (Antônio João), Nioaque Miranda.
            O Mato Grosso ficou sob o domínio Paraguaio até 1868.

TRATADO DA TRIPLICE ALIANÇA
Calendário:
1864
Fev. Mobilização geral do Paraguai
Ag. 30 – Ultimato Paraguaio ao Brasil- intervenção na ROU.
Out. 16- tropas brasileiras invadem a ROU
Nov. 12- Apreensão do vapor Marques de Olinda.
Dez. 13- Declaração de Guerra ao Brasil.
Dez. 24- Invasão do Mato Grosso- duas colunas.
1865
Jan. Argentina nega autorização para passagem de tropa paraguaia em seu território.
Mar. 18 declaração de guerra a Argentina.
Abr. 13- Tomada de Corrientes
Maio 01- Tratado da Triplice Aliança- Base naval em Buenos Aires – Estigarribia atravessa o Paraná.
Jun. 10- Invasão de São Borja
Jun. 11- Batalha Naval do Riachuelo- Bloqueio da esquadra Paraguaia.
Jun. 26- Combate do Butui.
Em abril de 1862 o general Bartolomeu Mitre assume o governo da Argentina, após o combate de Pavan, e derrota de Urquiza (Governador de Corrientes) Mitre, em principio era neutro nas disputas da Banda Oriental.
Em Janeiro de 1865, com a negação da passagem das tropas paraguaias Por seu território, demonstrou uma parcialidade. Com a invasão de Corrientes, conseguiu unir a Argentina, e aproximou-se do Brasil, tendo inicio as conversações para o Tratado da Tríplice Aliança.
CORRIENTES

Após a declaração de guerra e invasão do Mato Grosso, Lopez resolveu dar prosseguimento ao seu plano da saída para o Mar.
Don Pedro II, em virtude da fraqueza do Exército (14 mil homens do Brasil contra 60 mil do Paraguai) e como não existiam reservas, resolveu criar o corpo de Voluntários da Pátria em todas as províncias.
Lopes dentro do seu planejamento resolveu atacar a Argentina.
 A 13 de Abril de 1865 uma tropa de ± 4000 homens transportados em 5 navios ao comando do General Robles atacou Corrientes apoderando-se de 2 navios de guerra e conquistando a cidade Argentina.
Uma segunda coluna atravessou as margens do Paraná nas Três Bocas e seguiu por terra na margem esquerda do Paraná.
Esta coluna seguiu para o Sul até a localidade de Goya.
Lopes após a conquista de Corrientes tinha planos de atravessar a província de Entre Rios e juntar-se com Estigarribia que vinha pelas margens direita e esquerda do Uruguai.
Havia planos e entendimentos com o presidente da província, Urquiza que era inimigo de Mitre (presidente da Argentina), de um levante em apoio a Lopez o que de fato não o correu.


A GUARDA NACIONAL

Quando Dom João VI veio para o Brasil em 1808 não existia um Exército constituído, apenas unidades de Milícias.
D. João em sua frota trouxe a Armada Portuguesa e unidades do Exército.
Quatorze anos após- em 1822 – foi forçado pelas Cortes a regressar a Portugal, levando a Esquadra e parte do Exército.
Dom Pedro I, após a Independência, dada a falta de Exército, foi obrigado a contratar Mercenários na Europa – Foram cerca de 6 mil entre Alemães e Escoceses.
Igualmente ficou sem Marinha e foi obrigado a contratar o inglês Almirante Cocrhane que trouxe vários navios ingleses que se tornaram mercenários. (Primeira marinha do Brasil)
E assim decorreu a década após a independência com guerra com a Argentina em terra e mar. Como conseqüência houve a Batalha do Passo do Rosário e conseqüente independência do Uruguai.
As tropas mercenárias após sete anos terminaram o contrato ocorrendo antes uma revolta no Rio de Janeiro, mas que foi resolvida.
Alguns retornaram para Europa e outros ficaram no Brasil.
Com o regresso de D. Pedro I em 1831, foi instalada a Regência que face a má fama do Exército regular criou a Guarda Nacional.
A história atesta que alguns corpos demonstraram bravura e patriotismo, principalmente a Cavalaria gaucha, veterana de várias campanhas.
Copiada da França durante a regência, atendia a tradição do cidadão soldado, mas não acompanhava as inovações da era industrial, com novos armamentos e novas táticas, Era comandada pelo juiz de Paz e Presidente da Província que nomeava Oficiais e Comandantes que variava politicamente em função do Partido do Poder.
Não tinham instrução e não faziam exercícios de combinação das Armas.  Consta que foi usada como força eleitoral.
Após o inicio da Guerra cooperou para o aumento dos efetivos do Exercito.
Em 1865, com os, voluntários da Pátria dobrou os efetivos do Ex.,atingindo até o fim da Guerra cerca de 39 mil militares.
Em 1865 quando da invasão de São Borja, vigiava a fronteira uma Brigada de Cavalaria com 5 corpos de Cavalaria e 1 Cia de Infantaria.
O armamento era particular ou de donos de e estâncias espada e lança (quem tinha uma não tinha a outra) muito poucas armas (clavinas e Pistolas) todas com chispas de Sílica. Não existia a artilharia e a maioria das lanças era feita com tesoura utilizada para Esquila. Não haviam recebido uniformes nem pessoal de saúde. A primeira brigada era composta de pelos 10,11,22,23,28 corpo de cavalaria + 1 Cia de infantaria.

INVASÃO DO RIO GRANDE DO SUL
Em maio de 1865 uma divisão Paraguaia ao comando do TC Estigarribia, cruzou o rio Paraná na altura de Encarnacion e se deslocou para o sul na margem direita do Uruguai até Santo Tomé.
            A 10 de Junho efetivou a invasão.
Era composta de 12 mil homens com tropas das três armas (20 canoas e varias balsas). Esta divisão era toda armada com fuzis tipo Minié inportados da Inglaterra
(Marca Enfield)
Parte da tropa → 4000 homens a Cmdo do Major Duarte seguiu para o Sul na margem direita do Uruguai os 8000 restante invadiram São Borja com 4 batalhões de infantaria (14,15,17,22 ) e 2 regimentos de cavalaria (27,28 ) com quatro canhões pequenos, ficando parte da divisão em reserva.

O Barão do Rio Branco, em 1906 em uma homenagem que o exercito lhe fez disse o seguinte: “Na ordem Internacional, a melhor prova de sensatez e inteligência ainda é, amparar as boas intenções com preparo militar e as melhores armas”

BIBLIOGRAFIA:
1.Evolução Militar do Brasil – João Batista de Magalhães
2.A Catástrofe de erros – J. F. Maia Pedroza
3.A invasão de São  Borja – Osório Tuyuty de Oliveira
4.A invasão paraguaia – Conego João Pedro Gay
5.O Brasil em face do Prata – Gustavo Barroso
6.Crônica  de D. João VI – Paulo Napoleão Nogueira da Silva
7.La Guerra del Paraguai contra La Triplice Alianza – Pelhan Horton Box
8. Os mercenários do imperador – Juvêncio Saldanha Lemos
9.A história militar do Brasil – G. Vasconcelos
10.  Lutas no sul do Brasil contra os espanhóis e seus decendentes – Gen Francisco de Paula Cidade
11.  O Portal do Rio Grande- Jesus Pahim
12.  InvasãoHistoria da 3ª RM- Claudio Moreira Bento




FLOTILHA DO ALTO URUGUAI
1)                  Em 1865, após a rendição Paraguaia em Uruguaiana, D. Pedro II acompanhado de todo seu Estado Maior, resolveu subir o RIO URUGUAI e visitar as cidades de ITAQUI E SÃO BORJA, para ver “in loco” os estragos feitos pelos paraguaios.
2)                  Como conseqüência desta visita determinou ao Almirante Tamandaré que criasse uma base fluvial no Porto de Itaqui.
3)                  Em princípios de 1866, vieram os vapores TAQUARI, URUGAI, TRAMANDAI e canhoneira LAMEGO, e foi organizada a flotilha sob o CMDO do Tenente LOMBA. Mais tarde chegou o primeiro tenente STANISLAU PREZEWODOWSKI, trazendo os monitores Rio Grande e Alagoas.
Logo após o governo adquiriu o terreno necessário ao Estabelecimento Naval.
4)                  ARSENAL, com a possibilidade d fazer manutenção de pequenos barcos e nos vapores da flotilha.
Possuía residência do CMT, instalações para pessoal, oficina, marcenaria, deposito de armamento, enfermaria, deposito naval, deposito de carvão e paiol.
5)                  A Flotilha foi extinta em 1906; contribuiu para a construção do Hospital de Itaqui, e aperfeiçoou durante vários anos, vários elementos em distintas atividades navais.
6)                  Incidente de Alvear- 18 de julho de 1874.




MARINHA DO BRASIL
O governo Imperial a partir de 1847 iniciou a reestruturação da Armada.
            Dispunha então de 1 Fragata (a vela), 8 corvetas, 20 canhoneiras e 8 Transportes   ( todos a vapor).
            Quando da campanha do Uruguai, esta frota efetuou o bloqueio de Montevideo,Colônia e Paysandu e combate naval do Riachuelo ( 11 de Jun 1865 )
            A distancia entre Rio de Janeiro e Assunção do Paraguai é de 3741 km, houve necessidade de estabelecer uma base intermediária que, com o tratado da Tríplice Aliança  foi sediado em Buenos Aires que ficava situado a 1100 km de Assunção do Paraguai..
            No final da década de 50 e inicio de 60 surgiram na Europa os primeiros navios com Couraça, protegendo a debilidade dos cascos de madeira.
            Durante a guerra civil Americana surgiram os primeiros navios com cascos de aço.
            O Brasil equipou o Arsenal de marinha do Rio de Janeiro que construiu três encouraçados e encomendou mais 8  na Inglaterra e França.           O
Arsenal também construiu seis monitores encouraçados três anos apenas após o famoso combate de Hampton Roads nos Estados Unidos.

Enquanto os encouraçados não chegavam ao teatro o que só ocorreu em 1866, qualquer tentativa de desembarque anfíbio no Passo da Pátria seria arriscada pelo desconhecimento das defesas de terra e a vulnerabilidade dos navios de madeira.
            Somente a 16 de Abril de 1866 teve inicio o desembarque no Passo da Pátria, tendo o General Osório comandado a primeira tropa que pisou em solo Guarani.


Quadro abaixo mostra a incorporação a marinha e chegada no Paraguai














NAVIOS DA ESQUADRA INCORPORAÇÃO E CHEGADA NO PARAGUAI









NOME
Nº. CAN
TRIPUL
INCORP/MARIN
CHEGADA NO PARAGUAI
BRASIL
11( 68/70 )
160
JUL 1865
MAR 1866
TAMANDARÉ
6 ( 68/70/12 )
74
AGO 1865
MAR1866
BARROSO
4 ( 68/70 )
136
NOV 1865
MAR 1866
BAHIA
2 (150 )
108
JAN 1866
MAR 1866
RIO JAN
4(68/70)
135
MAR 1866
SET 1866
LIMA BARROS
4 (150 )
180
MAR 1866
JUL 1866
HERVAL
4 ( 68 / 120 )
135
JUN1866
NOV 1866
COLOMBO
8 ( 68 )
140
JUN1866
FEV 1867
MARIZ BARROS
4  (68/120 )

JUL 1866
SET 1866
CABRAL
8 ( 68/70 )
134
SET 1866
JAN 1867
SILVADO
6 (32 / 68 )

SET 1866
JAN 1867
PARÁ
1 ( 70 )
37
MAI 1867
AGO 1867
RIO GRANDE DO SUL
1 ( 70  )
37
AGO 1867
FEV1868
ALAGOAS
1 ( 70  )
37
OUT 1868
JAN 1868
PIAUÍ
1 ( 70  )
37
JAN 1868
JUN 1868
CEARA
1 ( 70  )
37
MAR 1868
JUL 1868
SANTA CATARINA
1( 70  )
37
MAI 1868
AGO 1868
17
121
1424





















CALENDARIO

V amos observar as seguintes datas:
1864
Ø  Fevereiro            → Mobilização geral no Paraguai
Ø  30 de Agosto      → Ultimato Paraguaio ao Brasil quanto às intervenções na ROU                  
Ø  16 de Outubro    → Tropas Brasileiras invadem a ROU
Ø  12 de Novembro→ Apreensão do Marques de Olinda
Ø  13 de Dezembro → Declaração de Guerra ao Brasil
Ø  24 de Dezembro → Invasão de Matogrosso Forte de Coimbra

1865

Ø  18 de Março   → Declaração de Guerra à Argentina
Ø  13 de Abril   → Tomada de Corrientes
Ø    1 de Maio        → Tratado Tríplice Aliança
  Maio        → Divisão Estigarribia atravessa o Paraná em Encarnacion
Ø  10 de junho        → Invasão de São Borja.
Ø  11 de junho        → Batalha do Riachuelo
                           → O Paraguai é Bloqueado pela Esquadra Brasileira
Ø  14 de Setembro   → Divisão Estigarribia rende-se aos Aliados em UGE
Ø  Setembro             → Empréstimo Brasileiro de 7 milhões de libras Banco
Rothscild-Londres
ØNovembro    → Exército Paraguaio Retira-se do Território Aliado.   ( exceto no Mato Grosso ) 
1866

Ø  16 de Abril         →  Passo da Pátria
Ø  24 de Maio         →  Batalha do Tuiuti
Ø    3 de Setembro  →  Batalha do Curuzu
Ø  22 de Setembro  →  Batalha do Curupaiti
Ø            Outubro    →  Nomeação de Caxias
Ø            Novembro→  Revolução Montonera contra Mitre

     1867

Ø  Maio / Junho      → Retirada da Laguna
Ø      11 de agosto   → Esquadra contra Curupaiti
Ø   3  de Novembro → Segunda batalha de Tuiuti


     1868

Ø  18 de Fevereiro  →  Marinha passa por Humaitá
Ø    5 de Agosto      →  Ocupação de Humaitá
Ø           Outubro     →  Marcha de Flanco
Ø           Dezembro  →  Campanha da Dezembrada ( Itororó,Avai, Lomas Valentinas )

  
  1869

Ø            Janeiro     → Ocupação de Assunção pelas tropas Brasileira.
                                → Afastamento de Caxias do comando do Exército
Ø     15 de Abril     → Oconde d’Eu assume o comando das forças Aliadas
Ø  16 de Agosto     → Batalha de Campo Grande

     1870
Ø  1º de Março → Combate de Cerro Cora. Morte do Mal. LOPES.
                                   → Fim da Guerra







        

Combate do Butui


Combate do BUTUI (25 de Jun de 1865)
Após a Invasão de São Borja, e o saque da cidade realizado pela tropa Paraguaia, os comandados do Ten. Cel. ESTIGARRIBIA seguiram na direção Sul, na margem Esquerda do Rio Uruguai, mantendo sempre contato  com a fração sob o comando do Maj. DUARTE que seguia para o Sul em território ARGENTINO. As duas frações faziam a ligação pelo rio, utilizando as canoas empregadas na Invasão de 10 de Junde 65.
Estigarribia determinou que um Btl. de Inf. montada, reforçado por elementos de Cavalaria, sob o comando do Maj. Lopes, seguisse pelo interior de São Borja atacando diversas fazendas que foram saqueadas, incendiadas e tiveram seu gado e cavalhadas arrebanhados.
Esta tropa foi localizada por elementos da 1ª Bda. de Cav. , após terem atravessado o rio Butui no passo de “Ana Hipólito”, atual ponte da BR SBO/ITQ, e infle tido para W, afim de juntar-se com o restante da tropa invasora. Os observadores informaram ao Cel. Fernandes de Lima, que esta vanguarda tinha um efetivo aproximado de 460 a 500 homens, todos montados.
O Cmt. da Bda. resolveu atacar, enviando, inicialmente os Rifleiros do 22 Corpo provisório  ao comando do Maj. SOUZA DOCA, fiscal do corpo que iniciou o tiroteio com o inimigo estendido em linha nas faldas da coxilha sob o banhado de São Donato, enquanto a Bda se aproximava para o combate, e que contava no momento com os 10º, 11º, 22º e 28º corpos provisórios,todos com pequenos efetivos, mais ou menos 200 homens cada, mal armados, predominando lanças e espadas. O inimigo ocupava o dispositivo com a cavalaria na ala direita sob o comando do Maj. Salvanach do exército Oriental, a infantaria em linha no centro e ala esquerda. A cavalaria foi atacada pelo Maj. Souza Doca e elementos do5º Provisório de Passo Fundo e frações do 28º.  Infantaria foi atacada pelos 10º e 11º corpos e cavalarianos do 22º. O 10º conseguiu envolve-la pela retaguarda. Às 13 horas chegou a 4ª Bda do Ten. Cel. Sezefredo que juntamente com a 1ª Bda reforçaram o ataque obrigado o inimigo a formar quadrado e retroceder algumas quadras (para enfrentar a cavalaria) Este quadrado foi atacado pela infantaria do Major Rodrigues Ramos de SOB (3º Btl), que juntamente  com o corpo da Missões, conseguiram romper o quadrado que começou a entrar de desordem e se refugiar nos matos existentes e nos banhados de São Donato, procurando locais  onde não era possível chegar a cavalaria da Bda.
O Cel. Fernandes de Lima, em face de impossibilidade de atacar pelo banhado, determinou a retirada para as unidades se reagruparem, pois o inimigo, ou o que restou dele, havia abandonado o campo de combate. Soube mais tarde que só alcançou a coluna principal às 22h00min do dia seguinte.
Foram encontrados 130 inimigos mortos, e o TC Estigarribia oficiou dia 28 ao Mal Solano Lopes, participando o encontro e informando a perda de 116 mortos e 120 feridos, sem contar os orientais e correntinos que integravam a sua coluna. Prosseguiu a marcha em direção a Itaqui.
As brigadas tomaram do inimigo duas bandeiras, todo o armamento encontrado e toda a cavalhada encilhada além do gado arrebanhado em São Borja.
As tropas rio-grandenses perderam 40 homens mortos (entre os quais um capitão e dois tenentes). Foram feridos 78 (entre os quais um Ten. Cel. e um alferes). Como não havia elementos de Saúde, os feridos foram transportados de carreta, por Maçambara até Alegrete, passando por Mariano Pinto ( cerca de 150 Km)                  


ANTECEDENTES DA GUERRA


Após a conquista da Península Ibérica por Napoleão, o rei da Espanha foi destituído do Poder em Madri. Em seu lugar Napoleão Colocou no Trono seu Próprio Irmão.
            Com a ausência do Rei, o império Espanhol começou a Ruir. A América Espanhola entrou em diferentes conflitos todos visando a Independência de Cada Região.
            Nesta ocasião o Paraguai, então uma Província do Vice Reinado do Prata Tornou- se independente por decisão do congresso ( CABILDO), sobre a chefia do Dr. Jorge Rodrigues de Frância que Governou por 29 anos até 1840. A partir daí o novo titular foi Carlos Antônio Lopes.
            Neste período governava Buenos Aires Juan Manoel Rosas (1829-1852), que queria restabelecer, juntamente com as províncias do Uruguai e Paraguai, o antigo Vice Reinado. Tudo fez para hostilizar o Paraguai inclusive restringindo a navegação fluvial no rio Paraná e conseqüentemente acesso ao Oceano Atlântico.
            Como conseqüência o governo de Carlos Lopes, iniciou preparativos para se defender dos vizinhos Argentina e Brasil, Contratou na Europa um numero elevado de técnicos e engenheiros que desenvolveram o país construindo Telegrafo, Estrada de Ferro, Fundição do Ibicuí, Estaleiros Navais em Assunção, Fabrica de Pólvora e Munição em Itacurubi etc.
            No final de seu Governo, seu filho como Ministro da Guerra visitou na Europa a Prússia, Bélgica, França e Inglaterra, onde foram reforçados os Técnicos e comprado armamento, munição e navios.
            O governo controlava todo o Comércio Exterior.
            Eram evitados a entrada de produtos estrangeiros por meio impostos elevados.
            Francisco Solano Lopes, filho de Carlos Antônio Lopes, substituiu o pai em 1862 e deu prosseguimento á política de seus antecessores contratando técnicos para a Indústria Têxteis, Papel, Tinta, Construção naval, Médicos e Farmacêuticos (Total + de 200).
            A fundição do Ibicuí instalada em 1850 fabricava canhões, morteiros, foguetes a Congrève e balas de todos os calibres.
            Face a este progresso, aumentou muito a necessidade estratégica de conseguir uma saída para o Mar, projeto chamado “ Paraguai Maior” com a inclusão futura de uma faixa do Território Brasileiro ou Uruguaio que liga-se ao litoral.
            Para sustentar suas intenções expansionistas, Lopez começou a preparar-se diplomática e militarmente. Incentivou a indústria de guerra e mobilizou grande quantidade de homens para o Exército reforçando as fortalezas sobre o rio Paraguai.
            No inicio da década de 60 era o País Sul Americano com maior Exército.

POLITICA PLATINA

            Com a independência do Brasil e Argentina no primeiro quarto do Século dezenove, continuou a hostilidade secular sempre existente entre Portugal e Espanha Temendo o excessivo fortalecimento Argentino, o Brasil favorecia o equilíbrio de poderes da Região, ajudando o Uruguai e Paraguai a conservarem a Soberania.
            O Brasil sob o domínio da família real (
D João VI), foi o primeiro país a reconhecer a Independência do Paraguai em 1811 na época em que a Argentina era governada por Juan Manuel Rosas ( 1829-1852 ), que era inimigo comum do Brasil e Paraguai.
            O Brasil contribui para o melhoramento das fortalezas e do Exército Paraguaio enviando para Assunção do Paraguai oficiais, Técnicos e Armamentos principalmente para Humaitá onde estiveram entre outros Vilagran Cabrita e Porto Carreiro.
            Como não havia estradas e ocorriam constantes enchentes no Pantanal, as ligações com Mato Grosso, obrigatoriamente eram feitos por navios através dos rios Paraná e Paraguai.
            Como o Uruguai foi uma Província brasileira no tempo de D.João VI e primeiros anos da independência e face ao alto valor dos campos do país, houve uma natural imigração de riograndenses para exploração da pecuária. Isto mais tarde foi à causa de atritos do Uruguai independente com os brasileiros.
            Tais atritos foram causa de varias intervenções militares culminando como motivo para Solano Lopes declarar guerra ao Brasil e apreender o nosso navio Marques de Olinda (11 Novembro de 1864), que ia para o Mato Grosso conduzindo o recém nomeado presidente da província.
            Como conseqüência da declaração de guerra em 24 de Dezembro de 1864, Lopes efetuou a invasão de Mato Grosso com 2 colunas.Uma sobre o comando do Gen.Vicente Barrios com 4000 homens abordo de 10 navios da esquadra subiu o rio Paraguai e atacou o forte de Coimbra a comando do TC Hermenegildo Porto Carrero que resistiu por 3 dias infringindo cerca de 200 baixas ao inimigo.
            Por falta de munição os 250 militares e familiares abandonaram o forte abordo de uma corveta (Amambaí) e se refugiaram em Corumbá que no ano seguinte foi conquistada.
            A 2° coluna comandada pelo General Francisco Resquim, com cerca de 3500 homens (com predomínio de cavalaria), invadiu por terra o Mato Grosso atacando, Dourados, (Antônio João), Nioaque Miranda.
            O Mato Grosso ficou sob o domínio Paraguaio até 1868.

TRATADO DA TRIPLICE ALIANÇA
Calendário:
1864
Fev. Mobilização geral do Paraguai
Ag. 30 – Ultimato Paraguaio ao Brasil- intervenção na ROU.
Out. 16- tropas brasileiras invadem a ROU
Nov. 12- Apreensão do vapor Marques de Olinda.
Dez. 13- Declaração de Guerra ao Brasil.
Dez. 24- Invasão do Mato Grosso- duas colunas.
1865
Jan. Argentina nega autorização para passagem de tropa paraguaia em seu território.
Mar. 18 declaração de guerra a Argentina.
Abr. 13- Tomada de Corrientes
Maio 01- Tratado da Triplice Aliança- Base naval em Buenos Aires – Estigarribia atravessa o Paraná.
Jun. 10- Invasão de São Borja
Jun. 11- Batalha Naval do Riachuelo- Bloqueio da esquadra Paraguaia.
Jun. 26- Combate do Butui.
Em abril de 1862 o general Bartolomeu Mitre assume o governo da Argentina, após o combate de Pavan, e derrota de Urquiza (Governador de Corrientes) Mitre, em principio era neutro nas disputas da Banda Oriental.
Em Janeiro de 1865, com a negação da passagem das tropas paraguaias Por seu território, demonstrou uma parcialidade. Com a invasão de Corrientes, conseguiu unir a Argentina, e aproximou-se do Brasil, tendo inicio as conversações para o Tratado da Tríplice Aliança.
CORRIENTES

Após a declaração de guerra e invasão do Mato Grosso, Lopez resolveu dar prosseguimento ao seu plano da saída para o Mar.
Don Pedro II, em virtude da fraqueza do Exército (14 mil homens do Brasil contra 60 mil do Paraguai) e como não existiam reservas, resolveu criar o corpo de Voluntários da Pátria em todas as províncias.
Lopes dentro do seu planejamento resolveu atacar a Argentina.
 A 13 de Abril de 1865 uma tropa de ± 4000 homens transportados em 5 navios ao comando do General Robles atacou Corrientes apoderando-se de 2 navios de guerra e conquistando a cidade Argentina.
Uma segunda coluna atravessou as margens do Paraná nas Três Bocas e seguiu por terra na margem esquerda do Paraná.
Esta coluna seguiu para o Sul até a localidade de Goya.
Lopes após a conquista de Corrientes tinha planos de atravessar a província de Entre Rios e juntar-se com Estigarribia que vinha pelas margens direita e esquerda do Uruguai.
Havia planos e entendimentos com o presidente da província, Urquiza que era inimigo de Mitre (presidente da Argentina), de um levante em apoio a Lopez o que de fato não o correu.


A GUARDA NACIONAL

Quando Dom João VI veio para o Brasil em 1808 não existia um Exército constituído, apenas unidades de Milícias.
D. João em sua frota trouxe a Armada Portuguesa e unidades do Exército.
Quatorze anos após- em 1822 – foi forçado pelas Cortes a regressar a Portugal, levando a Esquadra e parte do Exército.
Dom Pedro I, após a Independência, dada a falta de Exército, foi obrigado a contratar Mercenários na Europa – Foram cerca de 6 mil entre Alemães e Escoceses.
Igualmente ficou sem Marinha e foi obrigado a contratar o inglês Almirante Cocrhane que trouxe vários navios ingleses que se tornaram mercenários. (Primeira marinha do Brasil)
E assim decorreu a década após a independência com guerra com a Argentina em terra e mar. Como conseqüência houve a Batalha do Passo do Rosário e conseqüente independência do Uruguai.
As tropas mercenárias após sete anos terminaram o contrato ocorrendo antes uma revolta no Rio de Janeiro, mas que foi resolvida.
Alguns retornaram para Europa e outros ficaram no Brasil.
Com o regresso de D. Pedro I em 1831, foi instalada a Regência que face a má fama do Exército regular criou a Guarda Nacional.
A história atesta que alguns corpos demonstraram bravura e patriotismo, principalmente a Cavalaria gaucha, veterana de várias campanhas.
Copiada da França durante a regência, atendia a tradição do cidadão soldado, mas não acompanhava as inovações da era industrial, com novos armamentos e novas táticas, Era comandada pelo juiz de Paz e Presidente da Província que nomeava Oficiais e Comandantes que variava politicamente em função do Partido do Poder.
Não tinham instrução e não faziam exercícios de combinação das Armas.  Consta que foi usada como força eleitoral.
Após o inicio da Guerra cooperou para o aumento dos efetivos do Exercito.
Em 1865, com os, voluntários da Pátria dobrou os efetivos do Ex.,atingindo até o fim da Guerra cerca de 39 mil militares.
Em 1865 quando da invasão de São Borja, vigiava a fronteira uma Brigada de Cavalaria com 5 corpos de Cavalaria e 1 Cia de Infantaria.
O armamento era particular ou de donos de e estâncias espada e lança (quem tinha uma não tinha a outra) muito poucas armas (clavinas e Pistolas) todas com chispas de Sílica. Não existia a artilharia e a maioria das lanças era feita com tesoura utilizada para Esquila. Não haviam recebido uniformes nem pessoal de saúde. A primeira brigada era composta de pelos 10,11,22,23,28 corpo de cavalaria + 1 Cia de infantaria. 

INVASÃO DO RIO GRANDE DO SUL
Em maio de 1865 uma divisão Paraguaia ao comando do TC Estigarribia, cruzou o rio Paraná na altura de Encarnacion e se deslocou para o sul na margem direita do Uruguai até Santo Tomé.
            A 10 de Junho efetivou a invasão.
Era composta de 12 mil homens com tropas das três armas (20 canoas e varias balsas). Esta divisão era toda armada com fuzis tipo Minié inportados da Inglaterra
(Marca Enfield)
Parte da tropa → 4000 homens a Cmdo do Major Duarte seguiu para o Sul na margem direita do Uruguai os 8000 restante invadiram São Borja com 4 batalhões de infantaria (14,15,17,22 ) e 2 regimentos de cavalaria (27,28 ) com quatro canhões pequenos, ficando parte da divisão em reserva.


DEFESA DE SÃO BORJA 10 de Jun de 1865

Comandava a infantaria da Guarda Nacional do Passo o Maj Rodrigues Ramos com 130 homens que ao avistar o Inimigo na outra margem com grandes efetivos e muitas carretas carregadas de canoas e balsas, mandou alertar o Cmt do Btl Reserva da vila e ao Cmt do 22º Corpo de Cav da GN que estava acampado a cerca de uma légua do local de ataque.
Foi enviado também um aviso ao Cel Mena Barreto, cmt do 1º Btl de Voluntários da Pátria que estava acampado no atual Capão dos Voluntários.
Logo que as carretas chegaram na barranca , desembarcaram 20  Canoas e Balsas que foram ocupadas por 20  soldados cada . A artilharia iniciou os tiros contra a tropa da GN enquanto era iniciada a travessia em direção à Barranca Pelada no lado Brasileiro.
O Maj Ramos dividiu a Cia em quatro Pelotões e iniciou o tiroteio, tendo abatido vários inimigos que caíram no Rio. Face esta resistência a leva retornou ao ponto de saída e logo voltou em direção a pontos distintos, obrigando o remanejo dos pelotões.
Chega nesta altura o 22º Corpo de Cav da GN (-), que atacou a ala direita do inimigo, sob o comando do Maj Souza Docca com um Esqd de rifleiros e outro de lanceiros, conseguindo socorrer um pelotão de Inf que estava sendo cercado.
Também chega nesta hora outro Btl de Inf paraguaio que havia cruzado o Rio na noite anterior na altura de Santo Tomé, que estava atacando pelo norte.
Continuou o tiroteio com recuo da tropa brasileira e avanço do Ini, quando cerca de 13h30min. Apresenta-se nas bocas de rua o 1º de Voluntários que formou em linha acompanhado da banda de música e Bandeira. A linha paraguaia estava na altura da Cruz Grande onde na década de vinte foi construído o atual aquartelamento do Reg João Manoel.
As canoas continuaram transportando 400 homens em cada leva. Eram cerca de 3000 inimigos com uma bateria de 4 Canhões contra os 237 GN e o reforço dos Voluntários.
A chegada dos Voluntários assustou o Inimigo que, com a ação da cavalaria pelos flancos, formou Quadrado e retraiu para o Passo.
A tropa brasileira guarneceu a bocas de rua, protegendo as famílias, que estavam abandonando acidade.
A ação de retraimento, seguiu em direção a Alegrete. No dia 26 de Jun travou-se o combate do Butui contra uma vanguarda Paraguaia de 460/500 homens que foi desbaratada com 130 mortos conforme oficio do TC Estigarribia ao  Mal. Solano Lopes.
Perdas Brasileiras: Neste dia foram mortos 22  militares (sete do Btl. de Voluntários e quinze da GN.)
Feridos: sessenta e quatro (vinte e nove do BTL. Vol, e trinta e cinco da GN.)
Com o recuo Paraguaio, houve tempo de iniciar o Êxodo ,das famílias sobre a proteção da GN. E Batalhão de Voluntários.
O rumo foi, Serra do Iguariaça – Santiago e Alegrete. Após este encontro os Paraguaios retrocederam para o rio Uruguai aguardando reforços. Após dois dias retornaram conquistando e saqueando a cidade que ficara deserta.
Prosseguiram pela margem esquerda do Uruguai, sempre em contato com o Major Duarte que seguia pela margem direita.
Invadiram Itaqui e prosseguiram para Uruguaiana onde foram cercados e em Setembro do mesmo ano quando foram rendidos pelas tropas aliadas com a presença de D. Pedro II. Após a rendição Paraguaia, o Imperador subiu o rio Uruguai e visitou Itaqui e São Borja.

O Barão do Rio Branco, em 1906 em uma homenagem que o exercito lhe fez disse o seguinte: “Na ordem Internacional, a melhor prova de sensatez e inteligência ainda é, amparar as boas intenções com preparo militar e as melhores armas”
BIBLIOGRAFIA:
1.Evolução Militar do Brasil – João Batista de Magalhães
2.A Catástrofe de erros – J. F. Maia Pedroza
3.A invasão de São  Borja – Osório Tuyuty de Oliveira
4.A invasão paraguaia – Conego João Pedro Gay
5.O Brasil em face do Prata – Gustavo Barroso
6.Crônica  de D. João VI – Paulo Napoleão Nogueira da Silva
7.La Guerra del Paraguai contra La Triplice Alianza – Pelhan Horton Box
8. Os mercenários do imperador – Juvêncio Saldanha Lemos
9.A história militar do Brasil – G. Vasconcelos
10.  Lutas no sul do Brasil contra os espanhóis e seus decendentes – Gen Francisco de Paula Cidade
11.  O Portal do Rio Grande- Jesus Pahim
12.  InvasãoHistoria da 3ª RM- Claudio Moreira Bento

FLOTILHA DO ALTO URUGUAI
1)                  Em 1865, após a rendição Paraguaia em Uruguaiana, D. Pedro II acompanhado de todo seu Estado Maior, resolveu subir o RIO URUGUAI e visitar as cidades de ITAQUI E SÃO BORJA, para ver “in loco” os estragos feitos pelos paraguaios.
2)                  Como conseqüência desta visita determinou ao Almirante Tamandaré que criasse uma base fluvial no Porto de Itaqui.
3)                  Em princípios de 1866, vieram os vapores TAQUARI, URUGAI, TRAMANDAI e canhoneira LAMEGO, e foi organizada a flotilha sob o CMDO do Tenente LOMBA. Mais tarde chegou o primeiro tenente STANISLAU PREZEWODOWSKI, trazendo os monitores Rio Grande e Alagoas.
Logo após o governo adquiriu o terreno necessário ao Estabelecimento Naval.
4)                  ARSENAL, com a possibilidade d fazer manutenção de pequenos barcos e nos vapores da flotilha.
Possuía residência do CMT, instalações para pessoal, oficina, marcenaria, deposito de armamento, enfermaria, deposito naval, deposito de carvão e paiol.
5)                  A Flotilha foi extinta em 1906; contribuiu para a construção do Hospital de Itaqui, e aperfeiçoou durante vários anos, vários elementos em distintas atividades navais.
6)                  Incidente de Alvear- 18 de julho de 1874.

MARINHA DO BRASIL
O governo Imperial a partir de 1847 iniciou a reestruturação da Armada.
            Dispunha então de 1 Fragata (a vela), 8 corvetas, 20 canhoneiras e 8 Transportes   ( todos a vapor).
            Quando da campanha do Uruguai, esta frota efetuou o bloqueio de Montevideo,Colônia e Paysandu e combate naval do Riachuelo ( 11 de Jun 1865 )
            A distancia entre Rio de Janeiro e Assunção do Paraguai é de 3741 km, houve necessidade de estabelecer uma base intermediária que, com o tratado da Tríplice Aliança  foi sediado em Buenos Aires que ficava situado a 1100 km de Assunção do Paraguai..
            No final da década de 50 e inicio de 60 surgiram na Europa os primeiros navios com Couraça, protegendo a debilidade dos cascos de madeira.
            Durante a guerra civil Americana surgiram os primeiros navios com cascos de aço.
            O Brasil equipou o Arsenal de marinha do Rio de Janeiro que construiu três encouraçados e encomendou mais 8  na Inglaterra e França.           O
Arsenal também construiu seis monitores encouraçados três anos apenas após o famoso combate de Hampton Roads nos Estados Unidos.

Enquanto os encouraçados não chegavam ao teatro o que só ocorreu em 1866, qualquer tentativa de desembarque anfíbio no Passo da Pátria seria arriscada pelo desconhecimento das defesas de terra e a vulnerabilidade dos navios de madeira.
            Somente a 16 de Abril de 1866 teve inicio o desembarque no Passo da Pátria, tendo o General Osório comandado a primeira tropa que pisou em solo Guarani.

CALENDARIO

V amos observar as seguintes datas:
1864
Ø  Fevereiro            → Mobilização geral no Paraguai
Ø  30 de Agosto      → Ultimato Paraguaio ao Brasil quanto às intervenções na ROU                  
Ø  16 de Outubro    → Tropas Brasileiras invadem a ROU
Ø  12 de Novembro→ Apreensão do Marques de Olinda
Ø  13 de Dezembro → Declaração de Guerra ao Brasil
Ø  24 de Dezembro → Invasão de Matogrosso Forte de Coimbra

1865

Ø  18 de Março   → Declaração de Guerra à Argentina
Ø  13 de Abril   → Tomada de Corrientes
Ø    1 de Maio        → Tratado Tríplice Aliança
  Maio        → Divisão Estigarribia atravessa o Paraná em Encarnacion
Ø  10 de junho        → Invasão de São Borja.
Ø  11 de junho        → Batalha do Riachuelo
                           → O Paraguai é Bloqueado pela Esquadra Brasileira
Ø  14 de Setembro   → Divisão Estigarribia rende-se aos Aliados em UGE
Ø  Setembro             → Empréstimo Brasileiro de 7 milhões de libras Banco
Rothscild-Londres
ØNovembro    → Exército Paraguaio Retira-se do Território Aliado.   ( exceto no Mato Grosso ) 
1866

Ø  16 de Abril         →  Passo da Pátria
Ø  24 de Maio         →  Batalha do Tuiuti
Ø    3 de Setembro  →  Batalha do Curuzu
Ø  22 de Setembro  →  Batalha do Curupaiti
Ø            Outubro    →  Nomeação de Caxias
Ø            Novembro→  Revolução Montonera contra Mitre

     1867

Ø  Maio / Junho      → Retirada da Laguna
Ø      11 de agosto   → Esquadra contra Curupaiti
Ø   3  de Novembro → Segunda batalha de Tuiuti


     1868

Ø  18 de Fevereiro  →  Marinha passa por Humaitá
Ø    5 de Agosto      →  Ocupação de Humaitá
Ø           Outubro     →  Marcha de Flanco
Ø           Dezembro  →  Campanha da Dezembrada ( Itororó,Avai, Lomas Valentinas )

  
  1869

Ø            Janeiro     → Ocupação de Assunção pelas tropas Brasileira.
                                → Afastamento de Caxias do comando do Exército
Ø     15 de Abril     → Oconde d’Eu assume o comando das forças Aliadas
Ø  16 de Agosto     → Batalha de Campo Grande

     1870
Ø  1º de Março → Combate de Cerro Cora. Morte do Mal. LOPES.
                                   → Fim da Guerra







        

A Guerra da Tríplice Aliança


        A Guerra da Tríplice Aliança

   A guerra da Tríplice, Aliança e suas implicações para a Região da Fronteira Sul do Brasil, Destacando a Invasão Paraguaia no Rio  Grande do Sul.

1)    Com a declaração de guerra pelo Paraguai, e invasão do Mato Grosso em 24 de dez. de 1864 a Guerra tornou-se legitima defesa para o Brasil. ( Império ,Parlamento e \Povo.

2)    O desdobramento do após Guerra e que desenvolveu o sentimento Corporativo, que até então não existia.

3)    Tal sentimento foi caracterizado pela  amargura para com os civis (alto escalão) que apenas souberam enumerar criticas durante a Guerra, depois de terem menosprezado o preparo Militar da Nação.

4)    Os Ex combatentes observaram que o Império  aregou-se novamente ao civilismo intransigente, pelo abandono do Exercito.

5)    Tivemos o incremento da política  contra a escravatura inteiramente  apoiada pelos Militares.

6)    A propaganda Positivista provocando evasão de Militares para atividades Civis e para a Política.

7)    Apoio integral a implantação  da Republica.

8)    O descaso ao Exercito na sua instrução da  e armamento ocasionando os desastres e das campanhas do Antonio Conselheiro (CANUDOS) e do CONTESTADO , PR.e SC.

9)    Como conseqüência da Guerra a Argentina enriqueceu  pelo fornecimento de gêneros, carvão , material de saúde , carne, cavalos e muares.Para o Exercito Brasileiro – a peso de libras.Este enriquecimento, provocou a vinda de capitais ingleses e o desenvolvimento das ferrovias, que devido as imensas planuras amplio-se com facilidades.

10)a Argentina ampliou seu Exercito , obrigando o Brasil a reforçar sua fronteira Sul , inclusive com a construção  de ferrovias  estratégicas.
  
    11) Após  a Rendição de Uruguaiana , D. Pedro II subiu o rio Uruguai e visitou  Itaqui e São Borja. Por proposta de Tamandaré foi organizado em1866 uma Flotilha Fluvial em Itaqui com a construção de um quartel e Arsenal.